Atualizado 2026-09-13
Primeiro, o que a vai travar: para lhe comprarmos material onde aparece alguém, é precisa a documentação dessa pessoa — documento de identidade, prova de maioridade e consentimento assinado por ela. Se nos seus vídeos aparece mais alguém e não tem forma de o contactar, esse material não pode ser vendido a ninguém sério. Se aparece só você, é bem mais simples.
Quando carrega material numa plataforma não lho oferece: concede-lhe uma licença para o mostrar enquanto durar a relação. A titularidade continua a ser sua. Fechar a conta termina essa licença e pronto: não transfere direitos a ninguém.
Parece óbvio, mas muita gente assume o contrário e deixa anos de trabalho a apodrecer num disco porque acha que já não lhe pertence.
Deixá-lo parado. Não custa nada e não dá nada. É o que quase toda a gente faz.
Migrá-lo para outra plataforma. Faz sentido se continua ativa, mas significa recomeçar o trabalho de construir público. Se sai porque está esgotada, isto não é sair.
Vendê-lo de uma vez. Recebe um valor concreto por material que já está gravado e já foi pago. Não há nada para manter, nem mensagens para responder, nem publicações semanais. É o que fazemos.
Se não vai voltar, a exclusiva perpétua costuma ser a melhor opção: paga bastante mais que a não exclusiva e fecha o assunto. E há um efeito secundário que quase ninguém conhece: com licença não exclusiva o comprador não tem legitimidade para perseguir quem pirateie o seu material — só o titular ou um licenciado exclusivo a tem. Ao ceder em exclusivo, esse problema deixa de ser seu e passa a ser de alguém com mais meios para o enfrentar.
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